Vocês precisam entender que nada disso está acontecendo.’ A distinção entre real, fictício e imaginário se quebra neste livro por meio de um excesso de efeitos de real que impressionam pelo absurdo da situação, ao mesmo tempo em que a impressão de absurdo é liminarmente desfeita, num lance contra a banalização do imaginário e a favor de uma consideração mais sensata sobre a concretude da existência humana. O excesso orgíaco do texto romanesco de Arturo Gouveia convida o leitor a no mínimo dois tipos de evocação: um, a música barroca, outro, a obra de Georges Bataille (1897-1962) e suas noções de dispêndio e de erotismo. Essas evocações se unificam na dimensão religiosa em cada detalhe desse livro também ele barroco e exuberante. Tudo é linguagem, tudo é religião, mas o leitor começará a desconfiar dessas verdades quando se perguntar, em meio às astúcias da razão narrativa empenhada aqui, sobre a realidade da juíza, interlocutora constantemente pressuposta do narrador. Entre a ficção literária e a realidade jurídica, não estaria Arturo Gouveia, com essa obra, exigindo um lugar ao lado de Franz Kafka? (Abrahão Costa Andrade)
Informações sobre o Livro
Título do livro : Canibalismo de outono
Autor : Gouveia, Arturo
Idioma : Português
Editora do livro : Editora Iluminuras Ltda.
Capa do livro : Mole
Ano de publicação : 2016
Quantidade de páginas : 228
Altura : 225 mm
Largura : 135 mm
Peso : 357 g
Data de publicação : 16-05-2016
Gênero do livro : Ficção

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